Startup americana investe em refrigeração sem eletricidade

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o prejuízo pelo desperdício de alimentos nos países em desenvolvimento equivalem a 310 bilhões de dólares.
Em muitas nações africanas, assim como na maioria dos países de baixa renda do mundo, 40% do desperdício ocorre no início da cadeia de abastecimento alimentar, entre o campo e o mercado.
Para desenvolver o Evaptainer, a startup utilizou o conceito da geladeira de barro, criada há mais de quatro mil anos no norte da África e conhecida pelo nome árabe “Zeer”. A “inovação” precisa apenas de água e areia para funcionar e é capaz de triplicar ou quadruplicar a vida útil de um alimento.
Feito com materiais modernos e design inovador, o dispositivo é mais eficaz e durável, além de pensado para produção em larga escala. No teste realizado com 25 unidades dos primeiros protótipos no Marrocos, a durabilidade dos alimentos frescos se estendeu, passando de dias para semanas.
O recipiente, capaz de armazenar cerca de 60 litros, foi concebido para ser robusto, leve e montável. Agora, o plano é testar entre 300 e 500 unidades do protótipo mais recente no primeiro semestre de 2017. A ideia é doar metade e vender a outra metade por 25 dólares cada.

Isso ocorre porque a refrigeração por evaporação depende das temperaturas externas e da umidade relativa do ar, que acontece quando a água líquida passa para vapor, permitindo o arrefecimento do ar em volta – o mesmo acontece com o corpo humano quando transpiramos.
Apesar do potencial de impacto na segurança alimentar, o preço também pode atrapalhar. A maioria das famílias marroquinas, por exemplo, ganha entre US$ 60 e US$ 100 por mês, ou seja, adquirir o produto é um grande comprometimento financeiro.
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Créditos: BlogdoFrio.
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